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	<title>hora insone</title>
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	<description>Idéias e divagações de Fábio Bioca</description>
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		<title>Megaton</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 23:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ficção sobre o contato com a luz. Uma luz tão intensa quanto suave a ponto de emanar sobre a realidade escura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por uma fresta entre as persianas</p>
<p>dava pra compartilhar a sofreguidão</p>
<p>com as luzes rosadas e suas convulsões,</p>
<p>rojando anseio, enquanto o sol adormeceu</p>
<p>sob um último raio desperto.</p>
<p>Em um piscar de olhos, noutra esquina</p>
<p>&#8220;tout est devenu noir&#8221; finalmente.</p>
<p>O olor das árvores resfriando com a brisa</p>
<p>e o vai-vém brilhante rubro-lourejado,</p>
<p>em um composto anestésico de êxtase,</p>
<p>ejetaram-me muito acima dos faróis</p>
<p>e além do tempo que levei até chegar</p>
<p>no início do que me fez transpor a escuridão.</p>
<p>Tudo parou. Tudo fez tanto sentido</p>
<p>que não ouvi qual era a música no rádio.</p>
<p>Apenas uma onda como um flash, na retina.</p>
<p>E foi tanta luz que quando fecho os olhos,</p>
<p>ainda posso vê-la gravada na mais íntima noite.</p>
<p>A mais cintilante madrugada que enxerguei.</p>
<p>Tão indecifrável quanto o hindi sussurrado.</p>
<p>Quando percebi, já era quase manhã&#8230;</p>
<p>Os tons abraçavam as formas reconstruindo tudo.</p>
<p>Senti que muito havia mudado neste então.</p>
<p>Aquela radiação fotografou-me as intenções.</p>
<p>Foi tão além do meu querer que até sonhei.</p>
<p>Agora, enquanto fecho os olhos,</p>
<p>sinto o cheiro amadeirado de um pomar ao vento</p>
<p>e não vejo qualquer outra forma senão um sinuoso clarão</p>
<p>daquela nuvem que me atravessa fulgurante.</p>
<p>Sinto seus raios pulsando à minha volta</p>
<p>como se desenhassem dimensão ainda mais clara.</p>
<p>Sumo envolvido em um mar luminescente</p>
<p>desta claríssima atmosfera suave e linda.</p>
<p>Um lugar onde a luz quase adormece com um abraço,</p>
<p>e por muito pouco não a aprisiono no meu mundo esclarecido.</p>
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		<title>Catatonia</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 02:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[adeus]]></category>
		<category><![CDATA[agonia]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[desilusão]]></category>
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		<category><![CDATA[tragédia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os momentos solitários oprimem. Neste caso, versos carregados de fatalismo sobrepõe-se até o vazio, no fim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A violência das tuas lembranças</p>
<p>me sequestram sorrisos espásmicos.</p>
<p>Enquanto meu mundo eclode, aqui</p>
<p>continuo sedado, ignóbil, como ontem.</p>
<p>Sou planta, balançando ao vento</p>
<p>à espera do sol que bate às quatro</p>
<p>para cauterizar em minha carne</p>
<p>as úlceras que nasceram da tua ausência.</p>
<p>Nada faz sentido. Nem som, nem cor ou movimento.</p>
<p>Só o vácuo&#8230; A inanição.</p>
<p>Nunca chega o então.</p>
<p>Não há novidade na repetição&#8230;</p>
<p>Sigo o compasso religiosamente pontual.</p>
<p>A inconclusiva cardiopatia.</p>
<p>Já não houve. Não havia mais.</p>
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		<title>Solitude</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 02:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[adeus]]></category>
		<category><![CDATA[agonia]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Bioca]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma rima simples sobre a dependência da presença de quem se ama.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O silêncio debilita-me o ouvido</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">encarcerando-me em profunda solidão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A saudade de qualquer palavra tua</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">me tortura até a alma semi-nua</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">e, com fúria de animal enraivecido</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">me devora, corroendo o coração.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Muito embora saiba eu que tu és minha,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">‘inda tendo estado junto a ti há pouco,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">me debato em meio aos sonhos como louco</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">almejando-te em meus braços, como tinha.</div>
<p>O silêncio debilita-me o ouvido</p>
<p>encarcerando-me em profunda solidão.</p>
<p>A saudade de qualquer palavra tua</p>
<p>me tortura até a alma semi-nua</p>
<p>e, com fúria de animal enraivecido</p>
<p>me devora, corroendo o coração.</p>
<p>Muito embora saiba eu que tu és minha,</p>
<p>‘inda tendo estado junto a ti há pouco,</p>
<p>me debato em meio aos sonhos como louco</p>
<p>almejando-te em meus braços, como tinha.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tarde de outono</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 02:59:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[desconhecido]]></category>
		<category><![CDATA[disparo]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Bioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[sensação]]></category>

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		<description><![CDATA[Um flagrante da luz tentando se fazer ouvir em meio a tantas vozes e ruídos que nos cercam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.horainsone.com.br/wp-includes/images/tardedeoutono.jpg" alt="" width="570" height="838" /></p>
<p>Às vezes, entre um frame e outros, muito menos que em um piscar de olhos é o espaço de tempo necessário para a luz escrever poesia em nossa retina.<br />
São os raros momentos quando prefiro as imagens às palavras.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ciranda</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 01:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
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		<description><![CDATA[Um desabafo quanto à falta de amigos verdadeiros. Uma viagem ao lugar onde a Amizade e a Solidão mais gostam de brincar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Sob esta chuva, até parecem gêmeas, tão semelhantes.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">A primeira, linda, de olhar rápido, em zigue-zagues corre na serragem.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">A outra, protela o momento de fitar-me os olhos.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Brincam ajoelhadas sobre as farpas do galpão, encardindo as meias-calça que desfiam.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Nas solas dos sapatos, restos de animais que não respiram há um bom tempo.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Quanto à beleza, tão intensas que confundem a quaisquer olhos.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Mas a segunda, tem a malícia do poder, enquanto que a primeira, ingênua, é solidária.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">De solidariedade, bem na verdade, as duas se conhecem. O que teria sido tão natural no mesmo ventre?</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Mesmo assim, não se consolam uma à outra ao perceber que o sangue brota das suas pernas enfeitadas pelas farpas insensíveis.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">O mais curioso é que não falam, mas se olham com intimidade constrangedora. Como se enxergassem, uma à outra, em tudo aquilo que não têm e nunca foram.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Mas a inveja jamais lhes fez companhia. Apenas a contemplação. O desejo. A falta. A inspiração.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">E assim, na busca do que não terão, seguem tão amigas, tão irmãs.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Como numa brincadeira de roda, onde ora vem uma e vai-se a outra e vice-versa.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Já a serragem, cada vez mais, fica marcada aos pisões, pelas danças mudas.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Suja de sangue e pelos das memórias dos bichinhos tão ausentes que nos faziam parecer uma família possível.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Duraram pouco para ver que nos tornamos seu próprio mausoléu.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Basta desta bizarrice!</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Mas como interferir se não estou certo?</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Quais seriam as palavras de um velho como eu que tanto hesitou ao dar-se conta de que o flagelo é inevitável?</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Seria uma remissão tentar contê-las?</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Como poderia abandoná-las? Pois já não quero seus sorrisos infantis me invadindo e sapateando minhas farpas. Alvoroçando os meus fósseis sonolentos e me obrigando a escolher à qual prefiro.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Preferir seria acreditar que uma delas me faria sentir melhor e a consequência seria o fruto da rejeição da outra, que me odiaria.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Croupier</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 01:08:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[blefe]]></category>
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		<description><![CDATA[A incapacidade de viver sem alguém e a inexistência dos antigos planos individuais como saídas de emergência são palcos para a rendição e a ruína, como nas aveludadas tablas de um cassino onde se é possível perder tudo o que se tem e o que não se tem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Eu vi o nascer do sol como se escorresse da sua cabeça</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E tudo que havia ao entorno era penumbra e breu.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Suas mãos eram suaves com as asas de uma Danaus</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Enquanto o seu perfume embaralhava todas as minhas idéias</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Abrindo-as sobre o veludo com a precisão de uma ilusionista.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Não me cabia o blefe, nem me inspiravam os naipes</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Então, em cada olhar pasmo me denunciei na angústia</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">De exibir minha falência ante seu cêrco implacável.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Em um campo avassalado, caí sob minha nudez.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Não havia dor, nem rancor ou qualquer repreensão,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Apenas pulsava o prazer e o riso me enchia a face,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">No delírio de falir paralisado e consciente, inconseqüente&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sentindo o gosto do orvalho que brota da sua boca,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Dando outra vista aos olhos e arritmia ao peito</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">De quem se aventura a fitar os seus olhos</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E desejar algo mais que admirar sua beleza exposta.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Venham Diamantes, Corazones, Piques y Treboles!</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sucumbiram os meus coringas mas permanecem o ócio e o vício</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">de receber das suas mãos, as cartas do meu próximo jogo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cheque-mate</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 00:22:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma descrição íntima da visão dos últimos momentos de quem foi tão dono de si e sucumbiu na própria ingenuidade, diante de uma paixão avassaladora apenas para si e sem importância para quem foi amada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Lá estava eu novamente, bem diante de toda aquela escuridão.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Enquanto tua atenção em brisa me massageava os cabelos,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">os tufões da dispersão assolavam tudo o que preservei a cada dia.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Frente ao caos, fechei os olhos. Nem senti a falta do ar&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sequer ouvi meu rosto tocar o chão.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Apenas regorgitava o féu das asas dos teus pensamentos</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">que pareciam querer saltar-te dos olhos.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Tão cinzentas quanto a fumaça sobre o lago dos desejos estancados em meu peito.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Macias a ponto de esculpir escaras letais às costas da alma.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sarcásticas presílhas das luvas de um carrasco,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">que tilintam aos ouvidos do réu até a rendição absoluta.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Talvez, se eu tivesse conseguido capturar um único vôo dessas sombras,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">teria conseguido sobreviver à dor de perdê-la da vista.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Talvez não tivesse fechado os olhos.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Mas minhas armadilhas faliram em seus propósitos</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">e despedaçadas adornaram minha vergonha crua.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Não há nenhum memorial.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Mal sabe quem me pisoteia todos os dias.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Pois nem houve batalha. Apenas um massacre.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E pra mim o fim, mais uma vez.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Chá das cinco</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 00:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Bioca]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[noite]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[platônico]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma mistura de lembranças de lugares da infância e um amor que nunca existiu. Talvez uma saudade de um futuro improvável que aconteceu em uma das viagens a lugar nenhum.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Tantas janelas tem esta sala que quase não percebi tua chegada.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Você, também&#8230; Entra e sai assim tão à vontade que te incorporei ao meu ambiente.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Estava olhando ali ao leste. Vai chover daqui a pouco.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">O vento já mudou&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Venha.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Esqueça as janelas. São largos os beirais.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sinta o cheiro das folhas. Parecem gritar exalando a evocação da garoa.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Logo o entardecer ungirá isso tudo como um manto terroso-amarelado.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E o embalo dos relâmpagos os fará lúcidos em centenas de momentos ínfimos, até que atinjam a fadiga absoluta.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Então, enquanto todos, ébrios e obscuros adormecerem em seus sonhos profundos, sentaremos ao chão, com chá, para dividirmos nossas confissões sobre o tapete.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E as janelas&#8230;  Que permaneçam abertas. Já se foi a tempestade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Insuficiência</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 05:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Bioca]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[incentivo]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[sensação]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma conversa no instant messenger me inspirou a escrever isto. Quando escrevi a última palavra, copiei e colei. A única coisa que acrescentei foi o título e a revisão da pontuação. Traduz muito de mim mesmo, apesar de nuances da minha auto-imagem, provavelmente deturpada pelos meus interesses mesquinhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Nunca fui parcial quanto ao tanto que amei,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">arrisquei,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">me entreguei,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">entreti, acreditei,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">ouvi,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">calei&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Nunca fui só um pouco,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">sempre fui o excesso ou nada.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Nunca remediei uma fratura</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sempre amputei braços e pernas</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Ou curei as próprias chagas com saliva e lágrimas.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Nunca disse que iria pensar se sim ou que não&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sempre disse SIM,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Às vezes disse não.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Subi em penhascos e desci a abismos.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Me joguei em voos absurdos e desapareci entre nuvens,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Ora planando às alturas, ora em queda livre</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E sempre acordei no dia seguinte.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sempre sorri na manhã seguinte.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sempre resolvi arriscar de novo.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sempre enxerguei alguém que valesse a pena,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Quer fosse um desconhecido ou o companheiro de ontem.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E todas as vias que abri, embrenhado nesta minha selva</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Me levaram até o fim</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E ao recomeço.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Talvez seja um ciclo infindável</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Ou seja uma nova trilha, definitivamente.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Talvez seja a pura vontade abusiva de viver</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Tudo que seja possível dentro de mim, só.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Ou seja uma fome do sangue que corre nas minhas veias.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Quem sabe, ainda, o vazio entre cada batida no meu peito,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Que me faça impelir contra mim mesmo</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E contra toda a impossibilidade de não alcançar o cume</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Da minha bizarra vaidade de achar que posso</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Te encontrar um dia</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Num recomeço&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Em um fim</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">De uma rua ou em uma esquina</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Onde estejas me esperando&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Me chamando entre as frestas</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Do tapume que me impede de enxergar</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">O que há logo ali, a poucos palmos</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Na tua direção.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Naipe</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 04:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Bioca]]></category>
		<category><![CDATA[incentivo]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[sensação]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma emanação de um poder muito maior do que se possa compreender e controlar. Algo definitivamente divino, capaz de alcançar e transformar a realidade de alguém. "A sua voz é como o som de muitas águas..."]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Rá!</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">corram, corram!</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Vão alêm das núvens pálidas e ecoem sobre as águas.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Mas  parem diante da singeleza de coração.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">quando um suspiro sair da alma, pausem caladas.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Porém, no momento em que o ar faltar nos pulmões,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">vibrem tão alto que todas sejam uma só e envolvam a alma aflita.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Porque qualquer lugar que entrarem nunca mais será o mesmo.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E quando se calarem por completo, continuarão ressonando no espírito daquele que as ouviu, na cadência eterna capaz de mudar o andamento da vida.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Num estalar do compasso, aos quatro tempos voltem para mim, através dos meus tímpanos.<br />
Enchendo a nave e recheando os vitrais até que tudo adormeça e o calor tome conta deste lugar.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Então, vão!</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">O mais rápido que puderem.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Tão forte quanto for possível.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Tão longe quanto alcançarem.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Vão. E não se demorem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Megera Cólera</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 04:27:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[adeus]]></category>
		<category><![CDATA[agonia]]></category>
		<category><![CDATA[blefe]]></category>
		<category><![CDATA[desilusão]]></category>
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		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[impotência]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[saudade]]></category>
		<category><![CDATA[sensação]]></category>
		<category><![CDATA[tragédia]]></category>
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		<description><![CDATA[Agonizante inconstância entre a repulsa e a saudade de um amor que deixou marcas profundas. Daqueles que são capazes de arrancar as crueldades mais verdadeiras e as mentiras mais doces dos lábios viciados de quem depende dos beijos de quem se ama.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Hoje eu reparei o quanto há edifícios tortos no caminho de todos os dias.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Alguns parecem que virão ao chão antes que anoiteça por completo.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E esses pobres coxos apressados, como têm defeitos, meu Deus!</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">São fraturas expostas à putrefação, como não vi isso antes?</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Quantos mancam disfarçando os traumas herdados dos teus abraços!?</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Talvez não devesse mesmo ter comido aquele fruto que puseste em minha boca&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Percebi tua estupidez e a falta dos dotes de mulher desde teus ombros.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">O gosto de arrasto feriu minha saliva com a podridão dos teus falsos beijos.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E a ressaca miserável da mistura dos teus perfumes me reviram as víceras.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Mas esta dor me fará voltar à superfície dessa linfa nojenta.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Pois sinto a falta do calor das tuas mãos nas minhas costas.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E, aos poucos, meus olhos incandescem com a entrada da luz do sol severo.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Já não lembro mais há quanto tempo não sentia meus pés doerem ao pisar o chão.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Parece que estou quase apto a ressentir tudo que me agrediu:</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">A insegurança, as dores, o medo e a vontade de continuar.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Mesmo que seja na tão duradoura vítrica fuga dos teus olhos</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">ou na dificuldade de respirar sem teus suspiros banhando meus lábios.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Assim como na precisão entediante da palpitação pontual do peito.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">No gélido beat cardíaco flambado pela acidêz da cárdia.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Por isso, transgredi. Acreditei que havia mais do que tua suficiência úbere.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Descobri minha raquítica insuficiência terminal.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Agora sei que preciso do látex das tuas papoulas tiranas.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Minha boca está seca e meus ouvidos dóem como se sangrassem.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Meu pensamento estrala, como se estivesse ressecando tuas memórias.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Perturbado, vejo você, límpida, publicando teu paradisíaco sorriso lento</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Em meio aos respingos do meu sangue no colo das tuas sedas azuis.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Minha pele coça como se me pedisse para arrancá-la à unha.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E meus dentes rangem rosnando os fonemas do teu nome.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Padeço sem teu perdão, antes de perder o viés do sentido.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Antes que o chôro se apodere dos meus olhos aflitos&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">E eu rasteje pelos lances surreais, procurando teus tornozelos,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Lamentando ter abdicado os teus beijos transtornando-me em desgraça.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Talvez ainda eu possa identificar teus passos na chuva antes que a água me dilua.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Antes que eu evapore e os ventos me carreguem pra tão longe quanto me arrependo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Irreversão</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 04:16:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[Terceira poesia que fecha a trilogia com "Cárcere" e "Submersão". Depois do crime e da agonia, o encontro com o próprio fim equilibra o senso de justiça, ainda que seja um valor tão particular quanto duvidoso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Abismo, já precipitado&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Pouco depois da pausa</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">um surdo estampido me acalma.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Estarrece-me o fôlego d&#8217;alma,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">tamanho terror que me causam</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">presságios que tenho do trauma.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Numa fração de segundo</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">despedem-me os pés do terraço,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">os olhos cerram, abro os braços;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">De alma e sangue no espaço</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">desfaleço em vôo profundo.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Incandeço no peito e a ardência</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">escorre-me acima das costas.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">No torpôr traz a esperança</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">que extasia-me a demência,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">descarnando-me à mostra</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">as asas que tanto gostas&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Morro vil, vivido santo;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Refém do desejo incauto,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Aviltado como em assalto.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Nem velho, nem tão infanto,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">lúcido, frio e infausto,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Incólume em meu recanto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Submersão</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 04:06:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[Segunda poesia da trilogia que se complementa por "Cárcere" anteriormente e por "Irreversão", que fecha a saga. Trata do fim de um apaixonado inconsequente que se afoga na própria busca do inaceitável, improvável e inesperado prazer de amar, sem preservar sequer a própria vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Quase não sinto o frio.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">O chão e suas marinas abraçam meu corpo inânime.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Quase não sinto a areia assentar-se em minha boca.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Quase não ouço o silêncio iname.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Então, desertam-me os olhos e mergulham entre as fendas do teu olhar,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">despindo-me a lucidez entorpecida diante da turva paz das tuas profundezas obscuras.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Quem dera um fôlego sobejo me povoasse as lúgubres entranhas&#8230;</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Mas um náufrago infortúnio afogou-me fatalmente o vazio dos pulmões.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Restam-me tua visão colossal e a morte lenta</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">lenida pelo desejo de te habitar e diluir-me no abismo dos teus mistérios mais secretos.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Já não ouço o silêncio&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cárcere</title>
		<link>http://www.bioca.com.br/?p=173</link>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 03:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crime]]></category>
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		<description><![CDATA[Primeira poesia de uma trilogia, Cárcere se complementará com Submersão e Irreversão, num intervalo de 7 anos. A situação descrita aqui, deflagra o abandono da vida ingênua e absolutamente moral. Tudo em troca do desconhecido mundo do crime passional. Felizmente não houve mortes, nem agressões se concretizaram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Pena-anistia, culpa-perdão?</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">O crime incendiou-me a alma fria.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">Fêz-me provar o que jamais poderia</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">e a histeria inflou asas no meu coração.</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">O meu peito entregou-se a esse amor bastardo,</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">órfão do desejo e da ingenuidade,</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">que jogado ao lixo na maturidade,</p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Helvetica; margin: 0px;">trouxe a tempestade, mas me fêz canção.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Itinerário</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 03:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[noite]]></category>
		<category><![CDATA[sensação]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pequena divagação provocada pelas visões do trajeto do ônibus até em chegar em casa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">É quase o fim da linha.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Reverberam risos para perturbar a paz dos pensamentos vazios.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Densas massas brancas se impõe no celeste azul.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">&#8220;Acho que limparam estes vidros hoje&#8230;&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Original</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 03:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[desilusão]]></category>
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		<description><![CDATA[Tudo já foi dito. O que é possível é uma bela repetição em outra tonalidade. Isso, já é o suficiente para tornar algo novamente original.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Vêz ou outra procuro achar palavras que jamais tenham sido ditas a uma mulher, por mais maravilhosa que fosse e, fatalmente me frustro.  Mas meu consolo vem sem medida quando percebo que a exclusividade e originalidade das palavras nem sempre são tão companheiras. Entretanto, o sentimento que me domina é único, verdadeiro, exclusivo, autêntico, puro, jamais medido em seu começo e imensurável em seu final, indomável, mas espontâneo. Tão simples a ponto de ser incompreensível.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Antagônico, talvez, na sua forma, mas com uma direção específica: você!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Infração</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 03:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[Cena pública de alguém que flagra um olhar interessado durante uma pausa em um semáforo, contada pelo observador.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Autuado em flagrante</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Com sorriso nem desfeito.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Alvejado na flor do peito.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">&#8230;Sirenes gritando: Desejo!</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Pus-me em fuga, lentamente</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Prestando atenção no seu jeito.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Nem percebera o farol,</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica;">Sonhando com o primeiro beijo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Drible no tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 03:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um resumo de uma tarde de brincadeira na praia com o meu filho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/fabio_bioca/4444835702/sizes/l/" target="_blank"><img class="alignnone" title="Leonardo jogando bola na praia" src="http://www.horainsone.com.br/wp-includes/images/drible.jpg" alt="" width="450" height="317" /></a><br />
.<br />
Ah, nego bonito!<br />
Quanta agilidade com os pés descalços&#8230;<br />
Entre uma pedalada e outra, nem toma conhecimento de quem passa pela bola.<br />
Sua fantasia toma conta da praia e desenha uma partida decisiva na areia.<br />
E ali, de costelinhas à mostra, pula com uma leveza que o faz deslizar sobre a água.<br />
Tudo se mistura numa tinta de amarelos-marrons, como se o mundo fosse de caramelo.<br />
Mas o centro deste universo de raça, cor e suor<br />
é a cabecinha encaracolada que viaja em cada lance.<br />
Goooool! Grita com os dentes graúdos estampados num sorriso infantil.<br />
Seus olhos refletem o majestoso crepúsculo dourado.<br />
E, numa explosão de felicidade e vibração, as ondas quebram como uma multidão de vozes.<br />
Mas o grande felizardo torcedor sou eu: orgulhoso e sentado na areia,<br />
me embalo na marola da imaginação desse neguinho.<br />
Como se pudesse ter viajado no tempo e me visse dividindo esta partida<br />
numa goleada de prazer e vida.</p>
<p>Olê, olê, olê, olá&#8230;</p>
<p><strong>Dedico ao meu filho Leonardo,<br />
o grande protagonista desta visão maravilhosa e otimista da vida simples e feliz.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Finalmente</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 23:38:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presságio do fim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olhei para o relógio e senti, de repente, um golpe.<br />
Dobrei-me de dor e náusea e perdi o tempo de vista&#8230;<br />
Como se não tivesse controle algum, se é que o tive em um instante sequer.<br />
Foi como um presságio. Como um segundo entre a queda de uma cristaleira<br />
e os cacos atirando-se em todas as direções.<br />
Achei que ela não me esperaria mais.<br />
Procurei o telefone, num reflexo de dor e pânico,<br />
mas me detive entre os dígitos que pareciam nos separar.<br />
De olhos fechados, apaguei-me na escuridão de tudo que lembrei<br />
do que de bom houve entre nós.<br />
Parecia inevitável. Era uma catástrofe tão real quanto absurda.<br />
Tão absurda quanto pensar em me abrigar.<br />
Tive certeza do fim quando tentei chorar e franzi os olhos de raiva,<br />
consternados pela minha frieza sem lágrimas. </p>
<p>Então, decidi não procurar palavras.<br />
Vou sentar no chão e deixar um tempo passar.<br />
Algumas dezenas de pessoas pela calçada, e milhares de pensamentos<br />
nos córregos da minha mente me ajudarão a afogar esta incapacidade de reagir.</p>
<p>Lembrei que me senti incapaz quando a conheci. Tão incapaz quanto uma criança ingênua.<br />
Agora, sinto-me como uma sacola velha que voa sem qualquer rumo, carregada pela calmaria que precede a tempestade. Alguém prestes a encarar o perpétuo trauma da separação.</p>
<p>Sinto que perdi.<br />
Só não perdi a vontade de viver porque isso me cansaria ainda mais.<br />
E a curiosidade me aguça para saber até onde isso vai.<br />
Mas a perdi e sinto. Muito&#8230; Muito mais do que imaginei.</p>
<p>Sempre achei que desfazer seria a última ação.<br />
Mas estou descobrindo não ser o fim.<br />
Há algo ainda pior, logo depois, que quase vejo.<br />
Assumo que o vício nem me parece tão ruim<br />
ao sentir a dor de não sofrer efeito algum do que agora começa me parecer puro engano.</p>
<p>Não vou pedir que esqueça o tempo em que fomos nós.<br />
Fatalmente eles se desatarão pelo desgaste.<br />
O próprio tempo nos apagará e deixará uma marca mais profunda de sofrimento.</p>
<p>O sofrimento de ter desejado tanto passar cada dia ao seu lado.<br />
De ter sorrido sozinho, de olhar vazio, na lembrança dela.<br />
E, por mais que queira, já não sentir mais, pois, se foi.<br />
Foi-se tão de repente que a porta ficou entreaberta.<br />
Mas isso não tem importância.<br />
Nada tem importância, afinal.<br />
A tarde, agora, me parece um metal dourado. Uma transição.<br />
Que ainda é quente, pelo sol que se vai por trás das folhas, mas que será gelada como a madrugada solitária.</p>
<p>É a hora da mudança.<br />
Nada mais será assim.<br />
Não há o que se possa fazer por mim, nem por você juntos.<br />
Mas o que se pode deixar de fazer é o que farei.<br />
Até não ter mais tempo algum.<br />
Nem para sonhar com o desejo, nem para desejar não ter sonhado.</p>
<p>Vou ajudar o tempo.<br />
Não vou correr, nem me adiantar para lugar nenhum.<br />
Também não vou tentar atrasar o fim.<br />
Apenas vou parar.<br />
Apenas vou.<br />
Apenas até o fim.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Placebo</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 14:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Bioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[agonia]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Bioca]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[negro]]></category>
		<category><![CDATA[noite]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[saudade]]></category>
		<category><![CDATA[sensação]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma ode sobre a saudade e a suficiência do colo de quem se quer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Súbito momento para tal fraqueza.<br />
Tive a sensação de desfalecer.<br />
Levantei o queixo, reduzi o passo<br />
e fechei os olhos pra me reaver.<br />
Quando a escuridão inundou-me as pálpebras<br />
e a respiração parecia um fim,<br />
No cafeinado bronze anoitecido,<br />
descobri tua pele, recordei teu riso&#8230;<br />
E quase chorei quando voltei a mim.</p>
<p>Então, recobrado, ainda ofegante,<br />
desviei o rumo de onde ia, ali.<br />
Contornei a praça, o estacionamento<br />
e segui em frente, até quando te vi.<br />
Esqueci de tudo, afastei o medo<br />
e abri os meus braços como um beija-flor.<br />
Franco e seduzido, expus um sorriso<br />
quase transparente, claro e decidido,<br />
te envolvi em abraços, senti teu calor.</p>
<p>Caminhei na chuva, desenhei na areia<br />
Faltei ao trabalho, desejei bom dia.<br />
Viajei por horas, esqueci do almoço.<br />
Olhei para o nada e conversei comigo.</p>
<p>Confessei-me a paz de me sonhar contigo.<br />
Admiti sentir no peito um alvoroço.<br />
E concluí que toda minha fantasia<br />
Foi um mal-estar ao conceber-te alheia.</p>
<p>Já não vejo a hora de voltar pra perto<br />
De sentir calor, de braços abertos&#8230;<br />
Francamente, ali, vendo teu sorriso,<br />
Anoiteço os olhos em qualquer deserto.<br />
Sem sentir o frio do amanhã incerto,<br />
Pois teu colo agora é o que eu preciso.</p>
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