Fantasticaos

Posted on 30. nov, 2009 by Fábio Bioca in Poesia

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Quanta estupidêz tentar contê-la
Se ela escorre e queima. Intra.
Demole paredes e extrai janelas
Perturba, intensa, esmiúça. Repele.
Alavanca ao alto as frágeis portelas
Às mil catapultas, assola. Excele.
Antes que espere por força retê-la,
Transijo de mento ao chão sem que sinta.
Que vão-se os telhados, que em vão resistiram
À fúria rajada de nitro que impele.
Suas ondas explodem os diques. Suspiro.
Inspiro e mergulho. De arrasto feriram,
Mas não deceparam. Com força me viro,
Voltando meus olhos à origem que viram.
E como um infante guerreiro me atiro
Na volta aos teus braços e à paz que me excede.
Das áridas marcas que sobram de herança
Borbulham meus rios em tom de canção.
Farão das planícies a fértil lembrança
Das coisas mais puras, quando vi, criança,
Tua pele rosada, teu toque, tua dança.
Tua fuga gentil ante à provocação
Que fez cataclisma e pôs fim à razão,
Ebulindo do caos nossa nova esperança.
Quanta estupidêz tentar contê-la
Se ela escorre e queima. Intra.
Demole paredes e extrai janelas;
Perturba, intensa, esmiúça. Repele.
Alavanca ao alto as frágeis portelas
Às mil catapultas, assola. Excele.
Antes que espere por força retê-la,
Transijo de mento ao chão sem que sinta.
Que vão-se os telhados, que em vão resistiram
À fúria rajada de nitro que impele.
Suas ondas explodem os diques. Suspiro.
Inspiro e mergulho. De arrasto feriram,
Mas não deceparam. Com força me viro,
Voltando meus olhos à origem que viram.
E como um infante guerreiro me atiro
Na volta aos teus braços e à paz que me excede.
Das áridas marcas que sobram de herança,
Borbulham meus rios em tom de canção.
Farão das planícies a fértil lembrança
Das coisas mais puras, quando vi, criança,
Tua pele rosada, teu toque, tua dança…
Tua fuga gentil ante à provocação
Que fez cataclisma e pôs fim à razão,
Ebulindo, do caos, nossa nova esperança.

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