Censura
Posted on 18. jan, 2010 by Fábio Bioca in Poesia

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O quanto és tirana, ó estúpida razão!…
Musa do assalto que acometo à minha paixão,
Tanto me proteges com tuas garras que devoras
Irracionalmente vinho, sangue e carne-pão.
És tão viril quando combates teus profanos,
Tão imoral, de falsa maternidade
Aliás, fonte da insensibilidade,
Já que preferes acalentar a dor
Quando definhas escondendo a insanidade
Na fuga de enamorar-se do que é humano.
Enquanto abortas a fé, negas teu pânico
Por temer admitir sonhar com o amor.


Jeanine
19. jan, 2010
Isso q é voltar com estilo.
Caramba, sou sua fã!!!!!!!
Fábio Bioca
22. jan, 2010
Numa viagem a São Paulo, enquanto tentava dormir, sem muito êxito, pulei na direção da mochila para procurar uma caneta e, sem acender a luz de viagem, para não atrapalhar o passageiro ao lado, escrevi na agenda sobre qualquer página, sem saber o que já havia anotado.
O resultado foi um amontoado de rabiscos em algumas páginas, que, passado a limpo, batizei como “Censura”, gerado entre Curitiba e São Paulo, em algum lugar da Régis Bittencourt.
Jeanine
22. jan, 2010
credo, vc me assusta!
rs