Naipe
Posted on 29. mai, 2010 by Fábio Bioca in Poesia
Rá!
corram, corram!
Vão alêm das núvens pálidas e ecoem sobre as águas.
Mas parem diante da singeleza de coração.
quando um suspiro sair da alma, pausem caladas.
Porém, no momento em que o ar faltar nos pulmões,
vibrem tão alto que todas sejam uma só e envolvam a alma aflita.
Porque qualquer lugar que entrarem nunca mais será o mesmo.
E quando se calarem por completo, continuarão ressonando no espírito daquele que as ouviu, na cadência eterna capaz de mudar o andamento da vida.
Num estalar do compasso, aos quatro tempos voltem para mim, através dos meus tímpanos.
Enchendo a nave e recheando os vitrais até que tudo adormeça e o calor tome conta deste lugar.
Então, vão!
O mais rápido que puderem.
Tão forte quanto for possível.
Tão longe quanto alcançarem.
Vão. E não se demorem.


Com a palavra