Salmo 2
Posted on 09. nov, 2009 by Fábio Bioca in Poesia
Finalmente me vejo – …estranho sentir a própria respiração… Alheia, me parece.
Sou-me intruso dentro do próprio coração.
Luto contra o luto e admito – sei lá porquê!…
O dope desacelerou-me as marteladas no peito febril onde parecem mais fortes.
Demolição.
Caem-me as íntimas fortalezas diante dos olhos atônitos.
Rendição…
Estremecem-me os ossos acompanhando-me o chôro afônico da alma.
Assassinei minha própria astúcia, meu Deus!!!
Não permita que os nossos inimigos se fartem da minha nudez.
Desafogue-me da ira dos homens e apresse a alvorada tardia,
pois a minha dor tem travado batalha de pêlos e carne
contra o esmorecer da fé que me deste.
Mas, se ouvires o meu pranto, saberás o que tenho dito sobre ti:
Jamais haverá outro. Tu és o meu Amo.
Sei que todos os meus desejos moram em ti.
Tende misericórdia!!!
Toma-me pela mão e vamos caminhar um pouco. Preciso de companhia…
E, se não me é possível desfrutar da humana, ainda mais necessito da divina.


Com a palavra