Calabouço

Posted on 09. nov, 2009 by Fábio Bioca in Poesia

Recolhe-me a fala, a vista, o som…
Tua ausência me exala o aroma de um tom
que passeia, dilui-se em meu pensamento
criando o eterno, de um simples momento;
Vibrando um vazio, gerando implosão.
Ruindo o tangível e tornando exprimível
o meu sentimento ao invés da razão.
Sinfônica irrompe tua voz da surdez:
suave, tal qual chuva.
Não mais vejo o mundo que há pouco desfêz-se.
E a visão como luva
retorna-me aos olhos, moldando os desejos,
fazendo possível tocar-te com um beijo.
Só falta-me a fala pra obra completa…
Arrisco a voz, mas me dói. Me afeta!
Quis tanto falar-te da minha afeição…
Saiu-me um gemido tão puro e exclusivo
que neste improviso eu quase consigo
expressar-te a emoção.

Recolhe-me a fala, a vista, o som…

Tua ausência me exala o aroma de um tom

que passeia, dilui-se em meu pensamento

criando o eterno, de um simples momento;

Vibrando um vazio, gerando implosão.

Ruindo o tangível e tornando exprimível

o meu sentimento ao invés da razão.

Sinfônica irrompe tua voz da surdez:

suave, tal qual chuva.

Não mais vejo o mundo que há pouco desfêz-se.

E a visão como luva

retorna-me aos olhos, moldando os desejos,

fazendo possível tocar-te com um beijo.

Só falta-me a fala pra obra completa…

Arrisco a voz, mas me dói. Me afeta!

Quis tanto falar-te da minha afeição…

Saiu-me um gemido tão puro e exclusivo

que neste improviso eu quase consigo

expressar-te a emoção.

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