Foz
Posted on 12. nov, 2009 by Fábio Bioca in Poesia
Jorram minhas águas das nascentes
e, ao franzí-las pretejando a escuridão,
já retalham-me a face os afluentes
escorrendo até as tramas do algodão.
Tanta dor, espasmos, prantos incontidos
na bacia do meu rosto contraído,
cachoeiras, corredeiras invisíveis,
inaudíveis num gemido agonizante
vão sumindo no efeito ressecante
da erosão no meu sorriso destruído.
Submergem no teu mar indiferente
pra acordar em meu deserto amanhecido.
Jorram minhas águas das nascentes
e, ao franzí-las pretejando a escuridão,
já retalham-me a face os afluentes
escorrendo até as tramas do algodão.
Tanta dor, espasmos, prantos incontidos
na bacia do meu rosto contraído,
cachoeiras, corredeiras invisíveis,
inaudíveis num gemido agonizante
vão sumindo no efeito ressecante
da erosão no meu sorriso destruído.
Submergem no teu mar indiferente
pra acordar em meu deserto amanhecido.


Com a palavra